A Casa da Cultura da Baixada marcou presença na 4ª Caminhada de Conscientização do Autismo, realizada neste sábado (04), em São João de Meriti. O evento reuniu mais de 80 pessoas, entre pais, filhos e apoiadores da causa, em uma mobilização que reforçou a importância da inclusão, do respeito e da ampliação do debate sobre o autismo.
A caminhada é uma realização anual do Coletivo Neurodiversos de São João de Meriti, movimento da sociedade civil organizada que surgiu durante a pandemia e atua com uma agenda voltada ao acolhimento e apoio de famílias atípicas no município.

Pintura facial animou a criançada e as famílias. Foto: Jéssica Coelho/Casa da Cultura da Baixada
A concentração aconteceu na Praça dos Três Poderes, em frente à Prefeitura, onde crianças e adultos se prepararam para a caminhada com momentos de hidratação e atividades recreativas, como pintura facial, proporcionando um ambiente mais leve e acolhedor para o público infantil. O trajeto seguiu até a Igreja Nossa Senhora da Glória, onde, ao final, foram distribuídos lanches para os participantes.
A diretora da Casa da Cultura da Baixada, Letícia Florêncio, destacou a relevância de iniciativas como essa. “Trata-se de uma mobilização da sociedade civil, que busca dar visibilidade à causa e promover mais informação e acolhimento. Esperamos que, nos próximos anos, o poder público municipal esteja mais presente, com um apoio mais efetivo. É essencial que a sociedade e as grandes autoridades tratem o autismo com mais amor, respeito e empatia”, afirmou.

Priscila Conegundes junto da equipe da casa da Cultura da Baixada. Foto: Jéssica Coelho/Casa da Cultura da Baixada
A fundadora e presidente do Coletivo Neurodiversos, Priscila Conegundes, ressaltou o impacto da ação. “É muito importante realizar uma iniciativa como essa, porque conseguimos atingir mais pessoas com a informação que levamos. A maior dificuldade ainda é a falta de uma rede de apoio estruturada, além da ausência de tratamento adequado. Muitas famílias lidam com o isolamento e com a sobrecarga emocional, o que exige que mães e cuidadores mantenham a saúde mental em dia para conseguir cuidar dos filhos”, destacou.
“Estar aqui é importante porque precisamos mobilizar a sociedade para refletir sobre as questões que envolvem o autismo de forma ampla, não apenas nos aspectos social e econômico, mas também para diminuir o medo que ainda existe em torno do que é ser uma pessoa autista”, disse a mãe atípica Taís Abel, que levou a família para participar da caminhada.

Taís Abel junto de sua família. Foto: Jéssica Coelho/Casa da Cultura da Baixada
Também mãe atípica, Acksane Patrícia, que levou as filhas Íris e Ísis para o evento, destacou a necessidade de mais avanços. “Infelizmente, ainda existe muito preconceito, principalmente em relação às crianças autistas. A sociedade ainda precisa avançar muito, especialmente no respeito e na garantia de direitos. Por isso, ações como essa caminhada são fundamentais para informar e conscientizar as pessoas”, afirmou.

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